
José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita
Serro, 12/10/1746 - Rio de Janeiro, 4/1805
Compositor mineiro é considerado um dos mais importantes autores da música erudita no Brasil, um grande nome da música sacra do século XVIII. O liberto José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita nasce em Serro do Frio, filho de um português e da escrava Joaquina Emerenciana.
Aprende música nas igrejas do Arraial do Tijuco (atual Diamantina), onde a vida religiosa incentiva a formação de compositores. É lá que começa sua carreira, como organista da igreja. Entre 1782 e 1798 dá aulas de música e escreve suas primeiras criações, como um Oratório, para a Semana Santa de 1792.
É o organista da Igreja do Carmo, em Vila Rica (atual Ouro Preto), até 1800. No ano seguinte muda-se para o Rio de Janeiro. Na capital da colônia, continua a compor e toca órgão na Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Deixa 40 obras inéditas, descobertas pelo musicólogo uruguaio Francisco Curt Lange entre 1944 e 1959.
Dentre elas, as mais importantes são a Antífona de Nossa Senhora (1787) e a Missa em Mi Bemol (1790). Morre no Rio de Janeiro.
Compositor e organista brasileiro, considerado o mais importante compositor mineiro do século XVIII. Foi músico da tropa paga para a defesa da capitania de Minas Gerais, com patente de alferes. Estudou música com o padre Manuel da Costa Dantas, mestre-de-capela da matriz de Nossa Senhora da Conceição. Lobo de Mesquita trabalhou como organista para a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo; entre 1784 e 1798 o compositor trabalhou no Arraial do Tejuco (Diamantina), nas igrejas de Santo Antônio e do Carmo.
No Tejuco trabalhou ainda para as Irmandades do Santíssimo Sacramento e de Nossa Senhora das Mercês. No ano de 1798 transferiu-se para Vila Rica (Ouro Preto), onde foi diretor de música da matriz de Nossa Senhora do Pilar e da igreja do Carmo. Em 1800 fixou-se no Rio de Janeiro.
Compôs mais de 300 obras, das quais se destacam Antífonas de Nossa Senhora (1787), Te Deum, Ladainha e a Missa em si bemol (1790). Apenas dois manuscritos autógrafos do compositor chegaram aos nossos dias: a Antífona de Nossa Senhora, de 1787, e a Dominica in Palmis, de 1782. Todas as outras obras conhecidas de sua vasta produção aparecem em cópias dos séculos XVIII e XIX. Foi escolhido como Patrono da cadeira n. 4 da Academia Brasileira de Música.
Fonte: www.algosobre.com.br
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Missa em Fá
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Missa para a quarta feira de cinzas






