Emerico Lobo de Mesquita

Serro, 12/10/1746 - 1/4/1805
São fartos os dados acerca de sua intensa atividade profissional nas cidades do Serro, Diamantina e Ouro Preto, na segunda metade do século XVIII.
Na última fase de sua vida, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde atuou como organista da Ordem Terceira do Carmo, falecendo em 1805. É por muitos considerado o mais eminente dos compositores da “Escola Mineira”; cópias de suas obras foram conservadas em quase todos os arquivos musicais de Minas Gerais e de outros estados. Há inclusive registros do uso regular de algumas de suas obras em ofícios religiosos nas cidades de São João Del Rey e Prados. É patrono da cadeira nº 4 da Academia Brasileira de Música. Todas as obras conhe­cidas de Lobo de Mesquita são essencialmente vocais (solos ou coro), religiosas e em grande parte com acompanhamento orquestral. Destacam-se Missa em mi bemol (nº 1), Missa em fá (nº 2), Credo, Te Deum, Ofício de Semana Santa, Ofício de defuntos (“Ofício das violetas”) e Tercio, este último para quatro cantores e cordas. Há outras obras importantes para solistas, coro, órgão e violoncelo: a Missa para Quarta-Feira de Cinzas e outro Ofício de defuntos (nº 2), além de antífonas, ladainhas, motetos e outras formas musicais religiosas.
 
Fonte: Academia Brasileira de Música (www.abmusica.org.br)