Eduardo Medina Ribas
Porto, 25/1/1822 - 1883
Nasceu no Porto, na freguesia de Miragaia, em 25 de Janeiro de 1822 .Começou por aprender Trompa, instrumento com o que se estreou em 1837 na Orquestra, e chegou a tocar também Clarim, mas foi um Barítono conceituado que fez a sua formação na Itália nos anos de 1841 e 1842..
Após o que se apresentou em vários teatros de Portugal, Espanha e Brasil, onde se estreou a 7 de Setembro de 1844, no Teatro de S. Pedro de Alcântara na Peça “Il Furioso” de Donizetti; a 11 de Outubro cantou ao lado da soprano Augusta Candiani (1820/1890), na primeira apresentação no Rio de Janeiro da Opera Torquato Tasso, de Donizeti. A partir dessa data actuou com grande êxito nas temporadas líricas até 1846, quando se desentendeu com Augusta Candiani e abandonou a companhia.
Em 1847 regressou a Portugal e estreou-se em Lisboa a 16 de Abril, no Teatro S. Carlos. Assim comentou a Revista Teatral de 22 de Abril de 1847:
Em 1848/49 encontra-se escriturado como Barítono no Teatro S. Carlos de Lisboa; em 1849/50 fez a temporada integrado numa companhia Lírica que actuou na Corunha. Vai repartindo a sua actividade entre o Teatro S. João e o Teatro de S. Carlos até 1852, ano em que regressa ao Rio de Janeiro, onde se integra numa companhia encabeçada pela grande meio-soprano Rosina Stoltz(Paris-1813, Paris-1903); a 12 de Junho canta na ópera La Favorite de Donizetti, no Teatro Provisório, realizando a 23 de setembro de 1852 uma recita de despedida a esta cantora e na qual o maestro era o seu irmão João Victor Ribas. Assim comentou o Correio Mercantil, transcr. n´ A Revolução de Setembro de 15 de Outubro de 1852:
Em 1857 participa na inauguração da Imperial Academia de Musica e Opera Nacional, do Rio de Janeiro, com uma Zarzuela traduzida por José de Feliciano Castilho. De 1857 a 1861, como integrante da Imperial Academia de Música e Opera Nacional (depois Opera Lírica Nacional), actuou em todos os espectáculos desta empresa, sempre com destaque. Foi o criador de importantes papeis em óperas de autores brasileiros, entre as quais A Noite de São João, de Elias Álvares Lobo, estreada no Teatro de São Pedro a 14 de Dezembro de 1860, e A Noite do Castelo, de Carlos Gomes, estreada a 4 de Setembro de 1861 no Teatro Lírico Fluminense(ex Teatro Provisório).
Assim se refere, anos mais tarde, Machado de Assis, num artigo in "A Semana" de Setembro de 1892 sobre a morte de Carlos Gomes:
No dia 18 de Março de 1878 é capa da revista “o Pae Paulino”, editada no Porto por A. Moutinho de Sousa.
Casou com Henriqueta Carolina Edolo em 1858, viúva do irmão, de quem teve duas filhas, Elvira Edolo Ribas e Carolina Augusta Edolo Ribas, nascidas por volta de 1860, no Rio de Janeiro. Carolina Augusta casou com o Dr. João Cipriano Carneiro, médico, a 15 de Março de 1883, de que descende a família Ribas Carneiro no Rio de Janeiro.
Em 1883 , já viuvo, envolve-se numa relação amorosa com a jovem Adelina Alambary Luz, de uma família da aristocracia carioca, de que resulta um filho.
Morre ainda antes desse filho nascer, em 1883, aos 60 anos.
Esse filho teve por nome Glauco Velasquez (Italia-23/3/1884, 21/6/1914), e nasceu em Nápoles, para onde foi levado por sua mãe por forma a esconder a gravidez. Aos 13 anos veio para o Brasil como filho adotivo, e aí se tornou num dos compositores mais inovadores e promissores do inicio do sec XX, apesar da sua morte prematura aos 30 anos. Ocupa com o n.º 37 a cadeira de Patrono da Academia Brasileira de Musica, fundada por Heitor Villa-Lobos.
Fonte: sites.google.com/site/ribasmusicos






