Claudio Santoro

Manaus, 23/11/1919 - Brasilia, 27/3/1989
Nascido em Manaus, Estado do Amazonas (1919), desembarcou no Rio de Janeiro aos 13 anos de idade para aper­feiçoar-se, após distinguir-se como violinista precoce.
Depois de estudos iniciais, aproxima-se de Koellreutter. Após uma experiência consistente com o dodecafonismo, busca uma estética mais lírica e afinada com os ideais de lutas de classe. Em 1947, vai estudar em Paris, com Nadia Boulanger, e volta em 1950, trabalhando em programas infantis na Rádio Tupi. Os vínculos criados no Exterior sempre o levaram a reger e apresentar novas obras na União Soviética e em outros países europeus. Na década de 60, já atuando na recentemente inaugurada Universidade de Brasília, teve, por diversas circunstâncias, de transferir-se para o Exterior, fixando-se na Alemanha, onde mais tarde tornou-se professor de Regência e Composição na Universidade de Heidelberg, Mannheim. Faleceu em 1989. Santoro foi membro da Academia Brasileira de Música (cadeira nº 21) e de seu vasto catálogo, destacam-se a dodecafônica Música para cordas, os concertos, as 14 sinfonias, a Fantasia para violino e orquestra, Verborgenheit, o Ponteio e as Três abstrações, ambas para cordas, e a Brasiliana, para orquestra.
 
 
Fonte: Academia Brasileira de Música (www.abmusica.org.br)